Avaliação do Rendimento Esportivo

A participação dos atletas nas atividades de treinamento é muito importante. Algumas destas atividades costumam ser chamadas de clínicas. É neste momento que os atletas e comissão técnica se reúnem para realizar diversos testes de desempenho, treinamento específicos, palestras e explicação do programa de treino. Com os resultados obtidos e uma avaliação adequada pode-se estimar o que cada atleta precisa treinar técnica, física e taticamente. Posteriormente, e em posse do calendário competitivo, será organizado o período treinamento (periodização).

Entretanto, para que resultados efetivos apareçam os testes devem ser realizados de forma sistemática e com regularidade.  O termo sistemático significa que devem ser seguidos certos princípios e regras na obtenção das medidas de desempenho. Esse é um ponto que poucos técnicos e atletas se preocupam, mas de importância crucial. Os indivíduos envolvidos com o teste devem ter uma padronização em suas ações e equipamentos que garantam o mínimo de erros – indicando assim, uma modificação real em algum critério do desempenho (e não devido ao erro de medida proveniente do avaliador).

É importante que os testes sejam selecionados de acordo com a característica do atleta e período do treinamento. E ainda que sejam realizados com uma periodicidade ideal visando acompanhar a evolução do atleta ou da equipe – indicando se os objetivos traçados foram alcançados.

Após coleta dos dados e tratamento estatístico chegou o hora de um dos momentos mais importantes: a avaliação. Este momento, infelizmente, é realizado por poucas equipes (provavelmente pela enorme quantidade de tarefas que já precisam realizar). É aqui que os dados mensurados serão julgados por uma equipe de especialistas com o objetivo de emitir importância e um juízo sobre o comportamento observado. Um mesmo comportamento encontrado em dois nadadores pode ter avaliação completamente distinta – se levarmos em consideração por exemplo, a idade dos atletas ou o momento em que se encontra na periodização. A importância da quantidade de momentos em superioridade numérica obtidos por uma equipe no polo aquático dependerá, entre outros fatores, das características do adversário.

Bons treinos!

Leituras sugeridas:

HOPKINS, W. G. Measures of reliability in sports medicine and science. Sports Med, v. 30, n. 1, p. 1-15, Jul 2000.

LUPO, C.; TESSITORE, A.; MINGANTI, C.; KING, B.; CORTIS, C.; CAPRANICA, L. Notational analysis of American women’s collegiate water polo matches. The Journal of Strength & Conditioning Research, v. 25, n. 3, p. 753-757,  2011.

ISSURIN, V. New horizons for the methodology and physiology of training periodization. Sports Medicine, v. 40, n. 3, p. 189-206,  2010.

SMITH, D. J.; NORRIS, S. R.; HOGG, J. M. Performance evaluation of swimmers: scientific tools. Sports Medicine, v. 32, n. 9, p. 539-554,  2002.

SMITH, H. K. Applied physiology of water polo. Sports Medicine, v. 26, n. 5, p. 317-334,  1998.

Sobre Guilherme Tucher

Guilherme Tucher
é Doutor em Ciências do Desporto (2015), Mestre em Ciência da Motricidade Humana (2008), Especialista em Esporte de Alto Rendimento (2014), em Natação e Atividades Aquáticas (2005) e em Treinamento Desportivo (2006), e Graduado em Educação Física (2003). Possui curso de aperfeiçoamento em Gestão, Direito e Marketing no Esporte (2013) e de Operação de Arenas Multiuso (2014). Possui ainda formação complementar na área de Estatística. Foi treinador de natação competitiva com atleta em campeonato estadual (RJ) e nacional. Atualmente é docente do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (Campus Rio Pomba).

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